quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015



Deus perdoe essa minha irreverência, inconstância. Essa maneira de ser autêntica. De querer misturar o doce ao amargo. De querer viver sem incomodar ninguém. Mas não consigo ser de outra maneira. Cheguei aqui neste mundo chorando. Ganhei um nome, uma missão, um lugar pra viver. Minha alma é daquelas que não dá trégua não. Apazigua-se, aquieta-se e logo volta pro batente. Sou feito os guerreiros de luz,que sempre voltam aos vales do amanhecer. Pro renascer da esperança. Me alimento dessa luz. Não nasci pra temer escuridão.

(Sil Guidorizzi..)

A Cigana  quer passar...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015


 Só um sonho me reparte:
prevalecer,
ser o que nem sempre consigo.

Meus olhos são dois abismos,
eterno perigo de ser
o que é secreto,
o que é certo,
porém incabível.


("Impune" - do livro Desesperadamente Nua (1987))."
 Aíla Sampaio

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015


-Serra do Ouro Branco-

Aos pés dessa serra cresci... a minha historia se formou aqui... ja estou sentindo saudades antecipadas das minhas raízes... da minha Minas Gerais...



Aqui encontrei a paz
Aqui eu vivo feliz sabe porque?
Eu moro em Minas Gerais
E não há lugar melhor pra se viver
Suas belas paisagens
alegram o meu coração
Seu clima é tão perfeito
Como voz e violão
Além do horizonte tem
um belo vale pra gente olhar
São tantas cachoeiras que
nem faz falta o mar
Minas das violas,
do queijo e do diamante
Minas sem fronteiras
Minas de Belo Horizonte

(Minas das violas)


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015



 

Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso.
É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história. 
É erótico uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.

(Martha Medeiros)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015


Não que eles fossem especialmente diferentes, embora, de fato, fossem. Ela mais lembrava uma camponesa de algum campo florido da Provence, imensamente livre de conceitos, mas portadora de tão poucas malícias para os dias atuais...
Tinha dentro dela espaços reservados apenas ao que era leve e belo, como suas flores ou suas águas, e suas contas e suas miçangas e seus balangandãs de palavras bobas. Ele, por sua vez, era um selvagem. Se ela era livre, ele era o vento. Um viajante do tempo que se encaixaria em qualquer século das existências. Sua alma a ninguém pertencia, era resistente ao Amor, mas perguntava-se : _ seria capaz de resistir para sempre? NÃO.
Souberam-se, e desde então, pertenciam-se.
O paradoxo do impossível. Sem elos, nem amarras. Ele a levava em suas andanças, enquanto ela, o retinha em seus livres verdes campos. Pertenciam-se espiritualmente. Mundos distantes. Essências opostas. Antagonistas na vida. Amores de morte.
O tempo teria que parar por instantes para estarem juntos, então, não poderiam se encontrar em um lugar comum. Não eles.Um destruiria o outro. Seria uma única vez. Precisavam de uma luz cuidadosa, que os protegesse um do outro, que iluminasse a única coisa que tinham em comum: o Amor, o desejo de serem um, o outro.
Precisavam de um lugar mágico, marcado como portal, pois se quisessem, poderiam abrir mão da vida. Poderiam optar por partirem juntos. Como almas. Como Romeu e Julieta. E pagariam, como já pagavam, por não saberem como resistirem-se. Poderiam ficar e aceitar. Cumpririam seus carmas separados, na esperança de encontrarem uma possibilidade. Improvável possibilidade.
Aqueles instantes juntos seria a exceção concedida pelo Senhor do Amor, condoído com aquela paixão irrealizável.

(Be Lins)


domingo, 8 de fevereiro de 2015



Eu não sei quando, mas sei que um dia, as pessoas amargas ficarão doentes, e elas precisarão da doçura de outras para se curar. Eu não conheci nenhuma pessoa que tenha aprendido uma grande lição pelo amor. Todas elas adoeceram antes de entender que você deve dar o seu melhor, para receber de volta o mesmo.

(Camila Heloise)

sábado, 7 de fevereiro de 2015

É então que chegas

Eu, sabendo que te amo, 
e como as coisas do amor são difíceis, 
preparo em silêncio a mesa 
do jogo, estendo as peças 
sobre o tabuleiro, disponho os lugares 
necessários para que tudo 
comece: as cadeiras 
uma em frente da outra, embora saiba 
que as mãos não se podem tocar, 
e que para além das dificuldades, 
hesitações, recuos 
ou avanços possíveis, só os olhos 
transportam, talvez, uma hipótese 
de entendimento. É então que chegas, 
e como se um vento do norte 
entrasse por uma janela aberta, 
o jogo inteiro voa pelos ares, 
o frio enche-te os olhos de lágrimas, 
e empurras-me para dentro, onde 
o fogo consome o que resta 
do nosso quebra-cabeças. 

(Nuno Júdice)


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015


Ela, Cigana.

Sou mulher do tempo, guiada pelo vento;
sou mulher do Sol e amante da Lua;
sou mulher da rua.
Sou mulher da luz e da escuridão,
minha casa é a imensidão.
Sou feiticeira antigamente perseguida,
mas ainda, por muitos, temida.
Sou andarilha sempre em busca,
guerreira sempre na luta.
Sou mulher de escolhas e de opinião,
vejo o destino na palma da mão.
Sou mulher de muitas diretrizes,
traçadas por minhas cicatrizes.
Sou mulher de corpo frágil,
mas de alma forte.
Sou a força de toda uma vida
e prova da inexistência da morte.
Se um dia eu cruzar seu caminho agradeça, moço,
poucos têm essa sorte.
 (Tania Bispo)

A cigana quer passar...



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015


"Minha alma é feita de luz e trevas; nada de brumas. Ou faz bom tempo ou há temporal; as temperaturas variáveis são de pouca duração."

(Victoria Ocampo)


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Não me subestime!
Minha quietude e silêncio não são demonstrações de desatenção. Ao contrário disso, aprendi que no silêncio de meus lábios há um estado de atenção que somente os quietos compreendem!
Não estou desprotegida.
Em minha solitude há um escudo dourado que me cuida das flechas invisíveis que me chegam! Há anjos em minha volta!
Estou atenta às lições do caminho. Mesmo que demoradamente, elas me são absorvidas e compreendidas!
Não me provoque.
Minha mansidão, não é descuido, é confiança!
Posso não te desejar o mal, mas devolvo todos os presentes que não me servem.
Sou calada, não cega!
Sou mansa, não boba!
Sou pacífica, mas tenho minhas defesas!
Não me julgue.
Venha, calce meus sapatos e caminhe com eles por 3 luas seguidas, assim saberá de mim mais do que imagina e não mais me julgará, pois conhecerá meu sentir e saberá do meu coração.
Falar de mim, diz mais sobre você do que sobre minha pessoa.
Abrigue-se em minha casa e conhecerá o acolhimento da minha alma.
Aqueça-se no sagrado fogo que queima em meu lar, e saberá do amor que trago no coração.
Conheça a menina que habita em mim, e sentirá a alegria do meu ser.
Respeite a anciã que me nutre, e certamente aprenderá sobre os mistérios que conheço!
Perceba a mulher que pulsa, e poderás sentar à mesa comigo!


 (Rose Kareemi Ponce)


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015



Santas e Feiticeiras
Toda mulher é assim
Um pouco santa e um tanto feiticeira
Nossos dons vão além de poções mágicas, dos chazinhos milagrosos que curam desde dor de barriga até coração partido.
Um beijo é capaz de curar joelho ralado e mão machucada
Temos ligação direta com o divino
Palavras de bênção e desejos de boa sorte, bom dia, boa viagem
que garantem a paz e a confiança dos filhos
Massagem capaz de acalmar o choro mais insistente
e tem ainda a intuição
Ah a intuição!
Sabemos tudo por antecipação e
Sabe aquela máxima: Se a tua mãe disse que vai chover
Leve o guarda-chuva!
Temos ainda poderes especiais para detectar falsos amigos
e namorados infiéis
Que bom que a Inquisição já passou
que podemos exercer nosso lado santo e feiticeira
sem temer a fogueira.


(Josiane Santos)