sábado, 7 de novembro de 2015


foi no eufrates a primeira vez. decidiram os deuses que a segunda fosse no avros.  a terceira, no volga.
entre cada hora, cem anos decorrem.
ele reconhece-lhe o olhar. ela, o sorriso.
escoados na areia do tempo, movidos nas rotas dos homens, descobrem, com espanto, com incredulidade, com maravilha, naquele encontro secular, a imortalidade do que têm.
do nada, tudo.
no instante, a eternidade.


( xilre )


( Abro páginas encontro espelhos )

6 comentários:

  1. Um poema de carácter épico.

    Beijos.

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  2. A eternidade, numa fração de segundo...
    Sábio e profundo, Frida.
    Beijo e Paz!!!

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  3. Bem "xilreado", sem dúvida, a remeter-nos para a (in)temporalidade das coisas...

    Um beijinho :)

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  4. Tanto a foto como o texto são muito bonitos, minha querida.

    Abraço estreito

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  5. Não há tempo infinito?????
    A imortalidade é isso.... entre o que se pensa ser uma hora é apenas um instante.... cem anos podem ser cem dias....

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  6. OI FRIDA!
    IMAGEM E TEXTO, BELÍSSIMOS.
    ABRÇS
    -http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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