sábado, 25 de abril de 2015


"Não vai doer. É bater de frente com a morte. Olhar a silhueta das asas de um anjo. Ácido na língua. Mãos apertadas nos joelhos à espera da solução para os vícios. Não dói nada. Sou uma fada de botas da tropa. É o meu delírio sempre a horas certas dentro de um aquário híbrido. Estranhar ser pessoa. Estranhar ter crescido. Ter de ser crescida. Sem pele. Coleccionadora de vestidos que não posso vestir. É incrível como a torre pode cair. Devia, antes de saber se caio, demolir um assunto grande. Só para assistir à cadência. Como com as estrelas, mas sem desejar. Não vai doer. É só uma luz muito aguda."



10 comentários:

  1. Boa noite, Frida.
    Em qualquer estágio de alma que estejamos, crescer sempre é complicado, não podemos ser o que queremos muitas vezes, certas roupas não nos cabem e isso é natural.
    Nossa pele fica exposta e quando algo vestimos, é com cuidado que o devemos fazer.
    Tenha um fim de semana de paz.
    Beijos na alma.

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  2. Belo, Arco-Íris! Quantas vezes eu também me permito estranhar o ter crescido! Boa semana, amiga; espero que estejas bem.

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  3. identificação total com o teu texto, custo a me entender. não vai doer... espero que não doa mesmo... bjs

    adorei teu espaço, te espero no meu cantinho, bjs

    http://espiritismofacilitado.blogspot.com.br/

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  4. identificação total com o teu texto, custo a me entender. não vai doer... espero que não doa mesmo... bjs

    adorei teu espaço, te espero no meu cantinho, bjs

    http://espiritismofacilitado.blogspot.com.br/

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  5. Boa noite minha amiga.
    Desejo que esteja de bem com a vida para uma boa semana.
    Estive afastado daqui e volto diante desta determinada e bela cigana,
    que ilustra um belo texto que busca a tradução do ser.
    Uma bela partilha amiga.
    Carinhoso abraço.
    Bju de paz e luz.

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  6. Não vai doer, mas dói! Dói sim, amiga, crescer! E a dor vem justamente de não saber de que forma nos conduzir, nos (des)vestir, nos posicionar frente a todo um mistério que se faz nessa difícil arte de ser quem se é, de não querer vestir máscaras, e ainda assim não ter conhecimento do que podemos e do que queremos com exatidão. Mas a gente aprende, ah, se aprende! E um belo dia sabemos de antemão que traje usar, que enfeites preferir, e quais os pés podemos calçar nossas botas peroladas ou nossas sandálias franciscanas... E como temos também o arbítrio de andar descalços podemos prender asas nos pés... e voar!
    Frida, minha linda, estou voltando! Saudosa, feliz, carregada de sonhos, de esperanças, de alegria e de uma infinita (im)paciência de esperar... (risos).
    Grata pelas visitas, pelo carinho, e receba o meu envolto nas estrelas que deixo para enfeitar o teu sorriso e o teu olhar.
    Saudades,
    Helena

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