quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Já és minha. Repousa com teu sonho em meu sonho,
Amor, dor, trabalhos, devem dormir agora.
Gira a noite sobre suas invisíveis rodas,
E junto a mim és pura como âmbar dormindo.

Nenhuma mais, amor, dormirá com meus sonhos,
Irás, iremos juntos pelas águas do tempo.
Nenhuma viajará pela sombra comigo,
Só tu, sempre-viva, sempre sol, sempre lua.

Já tuas mãos abriram os punhos delicados,
E deixaram cair suaves sinais sem rumo,
Teus olhos se fecharam como duas cinzas,

Enquanto eu sigo a água que levas e me leva;
A noite, o mundo, o vento enovelaram seu destino
E já não sou sem ti senão apenas teu sonho.

Pablo Neruda

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

"Amor, meu grande amor, que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor me reconheça"

(Angela Ro Ro)


segunda-feira, 8 de setembro de 2014






  
 I'm not interested in how people move;
I'm interested in what makes them move.

 ( Pina Bausch )

domingo, 7 de setembro de 2014


Você pode nem acreditar, mas acredite!, tudo gira em torno do amor. Mesmo quando parece que não. Tudo gira. Estamos girando sem sentir, giramos com o mundo e com o amor. Mesmo quando parece que tudo está parado. E não está. O movimento acontece, e acontece por amor. Os astros apontarão tendências, o enquadramento das estrelas indicará possibilidades, a lua à quarto crescente apontará um caminho, mas tudo será inspirado pelo amor. Mesmo que não pareça. Será.
Dá um conforto pensar no amor, mesmo sem saber o que é exatamente este sentimento original, confuso e misterioso que nos inicia, reinicia, e nos permite sobreviver. Porque a gente pode resistir à ele, mas nada resiste aos desígnios do amor. Mesmo quando parece que não.
Haverá o amor em cada esquina. Em cada luz que se acende em um lar. Em cada passageiro do ônibus das seis. Em cada buzina que ensurdece. Em cada nota musical. Em cada alimento que chegue à boca. Em cada palavra. Em cada gesto. Em cada pessoa. Em cada cama que embala o sono, este gesto tão genuinamente amoroso. Reside na intenção.
Tudo vai sendo feito por amor. Próprio. Ao outro. Às coisas. Aos filhos. Aos pais. Aos amantes. Às possibilidades. Ao futuro. Ao amanhã imediato. Ao prazer. Àquela sensação de estar fazendo o que for preciso em nome do amor "á". A gente faz as coisas por fundo amoroso. Mesmo que custe caro. Que não seja lícito, ou legal, ou moral, ou mesmo que engorde.
Não há contradição nenhuma nisso. Basta perceber a intenção. Lá estará o amor justificando todos os atos. Não faz muito sentido, mas, e alguma coisa faz muito sentido na vida, além do amor pelo amor?
_ Eu creio que não!

 (Be Lins)













quinta-feira, 4 de setembro de 2014



 é sempre
uma história de amor:

a árvore
que se afeiçoa ao pássaro

o sol
que se liga à água

os olhos
que se prendem ao mar


(gil t. sousa)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

SOBRE MULHERES DE SETEMBRO...

Você é uma delas. Perfeccionista, sim, e ao extremo. Perfeita, não, e eu agradeço. Os astrólogos também dizem que você é corajosa, tem senso de responsabilidade e uma ansiedade incontrolável, porém maquiada. Dizem que você é forte por fora e se morde por dentro, que você é crítica e não gosta de demonstrações dramáticas de amor ou aquelas promessas sentimentais exageradas – sejam elas quais forem. Dizem ainda que você tem a mente pura, mas não é ingênua; tem os gestos calculados, mas não é fria; e até nas brigas mais indelicadas, prefere resolver tudo no tato, no ato, com a delicadeza nata que os astros naquele mês de setembro, de um ano que eu prefiro preservar, fizeram nascer em você. É isso que os astrólogos dizem. 
E deve ser por isso que eu também te amo. Por você não se cegar facilmente por qualquer amor. Por você ser terrivelmente prática e ao mesmo tempo divinamente romântica, mesmo sem conseguir demonstrar sempre o que realmente sente por dentro: e, às vezes, parecer fria: mas eu sei que é delicada e quente. Por você conseguir enxergar uma lógica em tudo – até mesmo nas paixões mais confusas. Por você saber sofrer calada e ao mesmo tempo não gostar de chorar essas lágrimas por muito tempo.
 Enfim: por você existir. Os astrólogos se calam. Agora quem fala é a poesia.
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Autor: Antônio (eumechamoantônio)