sexta-feira, 30 de maio de 2014


A gente só se conhece à medida que a vida nos exige. O será melhor dizer:_ a gente tem muito a descobrir sobre a gente mesmo. Muito... Não te causa estranheza, algumas vezes, a tua própria reação frente à alguma situação? A gente segue remando, frequentemente, contra a maré, e segue quase insone, porque tocar o bonde, pesado a beça, cansa, e cansa deveras. Mas, às vezes, e somente às vezes, porque, frequentemente estamos distraídos demais, a reação que esboçamos é diferente. Tanto que a gente até pasma: _ Uau!, eu fui capaz de fazer isso?, _ mas porque raios eu não ajo mais vezes assim? Quem sou eu, esta de mim, desconhecida de mim mesma, capaz de fazer oque eu faria sempre da mesma forma, fazer de repente, e não mais que de repente, de forma tão diversa do meramente usual!?
Somos pequenos. Muito pequenos. A contradição louca disso, é que somos imensos, ao mesmo tempo. Falta-nos o acreditar. Falta-nos a fé, aquela, do tamanho da semente da mostarda, a menor de todas as sementes, falta-nos não a coragem de fazer, mas, a coragem de crer que somos capazes de fazer. Falta-nos energia. Sugada por todo o tipo de exigência social. Usamos energia demais para sustentar oque não importa, e aí só sobra cansaço. Todo mundo sente isso, não?... Falta-nos perceber que somos pequenos grandes seres dotados de uma essência transformadora. Falta-nos abrir a mente. Abrir enorme_mente a mente para o novo. O novo de todo dia. O novo em cada bom dia. O novo que nasce depois de uma noite, e depois de um dia, e noite e dia, e falta-nos uma boa dose de alegria. Todo santo dia. (senão horas?)
Você já pensou que tudo poderia ser diferente?
_ Um diferente na mesma situação. Um você novo na vida de sempre, que de espanto frente ao seu novo, transformaria-se de novo. Transformação. Nova ação. Reação. Ininterruptamente.
(Be Lins)


"Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?"


quinta-feira, 29 de maio de 2014




Há uma luz viva em ti.
Em todo caso, se anoitecer,
recorra às estrelas.

( pedro antônio de oliveira)




segunda-feira, 26 de maio de 2014



SOBRE VAMPIROS...

Eu não acredito em gnomos ou duendes, mas vampiros existem. Fique ligado, eles podem estar numa sala de bate-papo virtual, no balcão de um bar, no estacionamento de um shopping. Vampiros e vampiras aproximam-se com uma conversa fiada, pedem seu telefone, ligam no outro dia, convidam para um cinema. Quando você menos espera, está entregando a eles seu rico pescocinho e mais. Este "mais" você vai acabar descobrindo o que é com o tempo.
Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões.  
Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne.
Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor.
Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais.

(Martha Medeiros)

sábado, 24 de maio de 2014

"Não retorno, jamais parto;
não tenho fim, nunca começo.
Vivo e morro enquanto vivo,
sobrevivo inevitável;
como infinito mistério: existo!"



 (Aíla Sampaio)

quinta-feira, 22 de maio de 2014


Excesso de vermelho nas emoções primárias. O dorso da irritação se enverga e as palavras salientam irritadas. O olhar aprofundado para o que, no Outro, é defeito: a fuga de mim mesma. Um desamor que teima em reaparecer, a confusão latente do passado que espreita. E é tamanho o esforço para deter o vento em sua direção contrária. Não há como remar na zona confortável: e eu preciso ir de encontro à rebentação das ondas. O tempo é tutor, mas nunca fiador de nada. As garantias sucedem suicídios no ralo do próximo momento. Se há opiniões e críticas demais: silêncio.
A voz ferina não reconstrói belezas, apenas reafirmam o excesso de primários nas emoções vermelhas.

(Marla de Queiroz)



terça-feira, 20 de maio de 2014



Era uma terça-feira atarefada, vinha de um lanche rapido em substituiçao ao almoço... caminhava a passos largos e apressados, aproveitava para vestir o jaleco, ajeitava os cabelos, estava atrasada... pensei comigo mesma que nunca me acostumaria com corredores de hospitais, sempre tao frios, longos e impessoais...
Apressei mais ainda o passo, cheguei em frente a porta... parei , respirei fundo e empurrei ... ao abrir, me deparei com ele do outro lado da enfermaria infantil... ele ria tranquilo como sempre, absorto no que fazia...
Olhei o nariz de palhaço, a gravata borboleta com desenhos infantis de carrinhos, ele soprava bolinhas de sabao no ar, imediatamente me veio a mente a frase que tinha lido em um lugar qualquer: -"Gente que nao liga nem de fazer papel de bobo pra tentar conseguir um sorriso seu"...
E era assim que as crianças estavam... sorrindo e  felizes...
E sem  que eu me desse conta, meu coraçao se aqueceu e transbordou de admiraçao...


domingo, 18 de maio de 2014



"Tudo é silêncio. Tento não pensar, mas parece que só consigo fazer isso. As pessoas não podem me ouvir e também não consigo ver ninguém. Só reconheço vozes e as mesmas são tão aflitas. Algo muito ruim aconteceu comigo"

Diabetes e eu... uma amizade que vai durar para a vida toda... mas confesso que tem dias que entro em panico por tê-la como amiga...

Aprendendo a viver... ou a  (re)viver...

quinta-feira, 15 de maio de 2014


"Tem vezes que eu desligo a cabeça
o coração
a ilusão
e esqueço onde coloquei o controle remoto."


terça-feira, 13 de maio de 2014





Ame aquilo que você é por dentro. Ame teus espinhos, tuas limitações. Ame a tua parte má, o teu desassossego, a tua falta de vocação pra santa. Ame-se. Infinitamente.

(Ju Fuzetto)

quinta-feira, 8 de maio de 2014



 "Quero a calmaria perturbada do vento que tranquiliza e grita aos meus ouvidos a melodia da paz."


quarta-feira, 7 de maio de 2014



Em certa altura da vida, por opção, já não brincamos mais com as ovelhas... 
Adestramos os lobos. Portanto, quando você for duvidar da nossa coragem e capacidade, tome muito cuidado. 
Não contamos carneirinhos... Lideramos matilhas!
 (Adriano Hungaro)

segunda-feira, 5 de maio de 2014





Quando eu era bem pequenininha, minha avó gostava de explicar e responder as tantas perguntas de menina-que-descobre-a-vida que eu fazia.
Lembro que me disse um dia, com os olhos molhados de dor e saudade, que é pro céu que vão os que amamos.

Desde então, sempre que chove, eu penso "é amor chorando".

(L.M)

É isso... qualquer dia a gente volta a se encontrar amigo... e a vida segue pq é assim que tem que ser...