quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


"Se num dia desses eu encontrar o que eu procuro,
nesses caminhos tão avessos,
talvez eu não precise das palavras.
E então serei eu, de frente pro espelho,
sem medo de ser quem me olha de volta."
(Veronica Heiss)





terça-feira, 28 de janeiro de 2014





"Sigo à risca. Me descuido e vou… 
Quebro a cara. Quebro o coração. Tropeço em mim. 
Me atolo nos cinco sentidos. 
Viver não é perigoso? Então, com sua licença."
(Guimarães Rosa)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014


Estava vendo as luzinhas atraves da janela... de onde estava parecia-me que toda a cidade tinha virado luzinhas... elas piscavam... estava um pouco tonta, talvez por causa do vinho... ou talvez por causa das luzes ou pq estava cansada da noite mal dormida...
Por um minuto me perdi da conversa, percebi isso quando ele disse que era uma companhia desinteressante por eu nao estar prestando a menor atençao ao que falava... senti meu rosto queimando, adivinhei que deveria estar vermelha, a timidez se fez presente, abaixei os olhos...titubieei... respondi um "nao é isso"quase inaudivel, e me senti pior quando ele me perguntou o que eu havia falado... resolvi  lutar contra a timidez, olhei-o nos olhos e lhe respondi que apenas estava um pouco distraida, e que ele me desculpasse...  ele riu, pareceu nao ligar...
Olhei tudo em volta... pensei que algumas horas antes ja tinha me arrependido de ter aceito o convite para jantar, que deveria ter transferido a responsabilidade para uma outra pessoa ... estava cansada, ainda melancolica e sem vontade de tocar no assunto que me levou ate ali, embora fosse um assunto tao importante que poderia salvar  vidas...  me senti culpada...
Nao sabia o que falar, estava completamente sem lugar na frente dele, ele notou e começou a rir... um riso tao solto e largo que me contagiou...
Comecei a me sentir bem, a me sentir mais confortavel... creio que para me deixar mais a vontade ainda, ele disse ter uma missao, de me devolver o sorriso de criança, ja que vinha me observando por um tempo, e que eu conversava, resolvia problemas, me relacionava com as pessoas, mas sempre com uma tristeza velada...
Me surpreendeu o que ele disse, o fato dele ter reparado em mim... passei a observa-lo, coisa que nao tinha feito ate entao... por tras da taça de vinho comecei a analisa-lo, calculei que ele deveria estar beirando os quarenta anos, talvez um pouco mais, os olhos por tras dos oculos, tinham uma cor mel, o nariz... era afilado,a boca...estava sempre sorrindo, os cabelos eram levemente cacheados nas pontas...escuros, nao o achei bonito, mas dele emanava uma energia boa... energia de pessoas que sao do bem... pensei que deveria ser por causa de sua profissao...
Ele continuava falando, tive a impressao que deve ter falado o tempo todo enquanto eu o observava... de repente ele perguntou se poderia arrumar uma mecha que havia se soltado do meu penteado, fiquei sem graça, mas antes que eu pudesse responder ele ja estava passando a mao nos meus cabelos... e... fiquei surpresa... quando ele tirou a mao e entre seus dedos estava uma moeda... fiquei olhando aquilo e me lembrei de todos os magicos que povoaram minha infancia, e que ainda pequenina queria ser "magica", e quando adolescente obriguei minha mae a comprar kits e mais kits de magica... me senti aquela menininha fascinada diante dos truques... e veio mais truques... uma carta de baralho que surgiu de algum lugar  embaixo da mesa e por fim uma pedra toda colorida que apareceu dentro de um guardanapo... aquilo era tao surreal, que comecei a rir, e entao ele me disse que tinha cumprido sua missao...
Eu lhe disse que ele deveria era fazer magicas mas  para salvar vidas... ele me garantiu que fazia isso, que quando nao podia curar o corpo, tentatava curar o espirito... tive que concordar... ele se importava com as pessoas... isso eu ja tinha percebido...
Eu tinha ficado bem... mas nao haviamos conversado sobre o que deveriamos... mas me dei conta que nao queria mesmo mais falar sobre nada...  estava me sentido leve...
Olhei o relogio... estava na hora de ir embora, pessoas me esperavam...
Me despedi... ele perguntou se meu carro estava longe... caminhamos ate ele, a noite estava quente, mas agradavel... o cheiro da flor "dama da noite" tomava conta de tudo, por um momento me senti tonta de novo, embriagada pelo cheiro forte... Chegamos... agradeci pelo jantar e entrei no carro... ja começando a sair ele pediu que eu abrisse o vidro ... se debruçou e me perguntou : O dia... como é dividido o dia?... respondi prontamente que é dividido em horas... ele riu... e ja se virando para ir embora falou que eu havia errado na resposta... que o dia nao se divide em horas... mas em emoçoes...
-Em emoçoes minha cara senhora, ele é dividido em emoçoes ...  repetiu mais uma vez...
E eu fiquei parada... olhado-o se afastar lentamente...   intrigada...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz

E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais

Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros e nada mais!"


So isso... ando querendo so isso...

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

 Nunca saberemos se os enganados
são os sentidos ou os sentimentos,
se viaja o comboio ou a nossa vontade
se as cidades mudam de lugar
ou se todas as casas são a mesma.
Nunca saberemos se quem nos espera
é quem nos deve esperar, nem sequer
quem temos de aguardar no meio
de um cais frio. Não sabemos nada.
Avançamos às cegas e duvidamos
se isto que se parece com a alegria
é só o sinal definitivo
de que nos voltámos a enganar.



Amalia Bautista

Eu imagino que a morte deveria ser diferente... não deveria ser dor...
Deveríamos saber a hora certa de partir, igual um filme que assisti que esqueci o nome, no filme as pessoas traziam no pulso as horas que lhe restavam de vida, entao elas sabiam o tempo que tinham para se despedir de quem queriam, deveria ser assim, nos despediríamos com tempo e depois caminharíamos para uma porta, olharíamos para trás pela ultima vez, acenaríamos... e atravessaríamos a porta... sem dor...  sem sofrimentos...
Sempre imagino que poderia ser assim...
Mas... eu imagino tantas coisas... coisas que nunca vao ser como imagino...
Morte e vida... o que somos... o que buscamos... fraqueza e força... tem pessoas que conseguem responder com tanta certeza sobre essas questões, sobre a vida deles e das dos outros... são tão seguros, doutores no assunto... eu os admiro, enquanto me sinto tão perdida...
Gostaria de viver no mundo em que imagino, onde tudo é tão simples, facil de resolver, ate a morte que é talvez o maior medo do ser humano é simples... no meu mundo todas as coisas tem a suavidade de um classico de ballet... assim como os bailarinos deslizam pelo palco... tao leves... tao perfeitos...
Meu mundo imaginario é uma eterna comedia anos 50, as pessoas sao lindas, elegantes e felizes... poucos minutos antes do "The End"...tudo se resolve e o "felizes para sempre" sobrevive ao final...
Pena que para viver isso eu precisaria enlouquecer... dizem que so os loucos sao felizes pois vivem em um mundo proprio...alheios ao resto dos mortais...
Então enquanto não tenho  o direito de enlouquecer...  me perco na realidade tão brutal...

E ela morreu hj as 4:30 da madrugada... gostaria de ter dado um adeus... o ultimo adeus... nao pude... o estranho é que acordei as 5:00 de um pesadelo horrivel com dentes e escuridao... acho que ela tentou me avisar, de alguma forma... temos a mesma idade... tinhamos... crescemos juntas... e é tao estranho isso... é tao estranho chegar na casa dela e ela nao esta mais la...

Agora estou aqui esperando e escrevendo algo que ela nunca vai ler... mas gostaria de ter dito a ela... que estou muito triste e que queria ter me despedido...


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014



Uma mulher não perdoa uma única coisa no homem: que ele não ame com coragem!
Pode ter os maiores defeitos, atrasar-se para os compromissos... jogar futebol no sábado com os amigos, soltar gargalhada de hiena, pentear-se com franjinha, ter pêlos nas costas e no pescoço, usar palito de dente, trocar os talheres de um momento para outro.
Qualquer coisa é admitida, menos que não ame com coragem.
Amar com coragem não é viver com coragem.
É bem mais do que estar aí...
Amar com coragem não é questão de estilo, de opinião.
Não se adquire com a família, surge de uma decisão solitária.Amar com coragem é caráter.Vem de uma obstinação que supera a lealdade.
Vem de uma incompetência de ser diferente.
Amar para valer, para dar torcicolo.
Não encontrar uma desculpa ou um pretexto para se adaptar, para fugir, para não nadar até o começo do corpo.
Não usar atenuantes como “estou confuso”.
Não se diminuir com a insegurança, mas se aumentar com a insegurança. Não se retrair perante os pais. Não desmarcar um amor pela amizade. Não esquecer de comentar pelo receio de ser incompreendido. Não esquecer de repetir pela ânsia da claridade. Amar como se não houvesse tempo de amar. Amar esquisito, de lado, ainda amar. Amar atrasado, com a respiração antecipando o beijo.
Amar com fúria, com o recalque de não ter sido assim antes.
Amar decidido, obcecado...como quem troca de identidade e parte a um longo exílio....
Amar como quem volta de um longo exílio.
Amar quase que por, por bebedeira...
Amar desavisado ... amar desatinado, pressionando...
Amar mais do que é possível lembrar.
Amar com coragem... só isso!

 (Fabrício Carpinejar)


"E eu saberia que certas experiências se partilham – até mesmo sem palavras – só com gente da mesma raça.
O que não significa nem cor nem formato de olho nem tipo de cabelo, mas o indefinível 
parentesco da alma.''
(Lya Luft)

domingo, 19 de janeiro de 2014



Um amor
quando é amor de verdade
forma uma rastro de estrelas e insanidades

e como todo mundo já sabe,
estrelas, amores e insanidades são feitas
de partículas raras que nunca se acabam...

(Be Lins)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014




Vida é falta de definição. É transitória mesmo. Agora eu entendi.
Não tem a portinha certa. Não tem o mapa da mina. O mapa muda toda hora. A mina pode explodir a qualquer hora e qualquer lugar.


_____ Martha Medeiros

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O que ninguém vê 

 
Estão todos olhando a moça passar. Falam de seu corpo, comentam seu mistério, disputam sua atenção. Mas se a moça olha, mudam de assunto, se a moça pede ajuda, ninguém escuta e se quiser companhia - coitada da moça! - vai continuar só. É assunto na academia, atrai olhares no trabalho e quando sai de noite também. Mas ela dorme sozinha e tem um vazio no peito que ninguém tem vontade de ocupar. A Menina tem um coração pesado que ninguém quer carregar.

Quem olha de longe não percebe e quem não se aproximar nunca vai saber: a Menina gosta de livros e Jazz, troca uma balada pra assistir a Orquestra, gosta de andar até as pernas reclamarem, tem preguiça de filme cult e vê pequenos detalhes onde os outros enxergam cotidiano. E, acima de tudo, está cansada de tanto assustar e afastar as pessoas.

Quem vai cuidar da Menina triste? Quem vai levar de prêmio seu amor? Quem tem coragem de assumir o desafio e o coração pesado? Apostem suas moedas, esperem o próximo capítulo. Enquanto isso, a Menina também espera, e esperar dói.

 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

 

 Interior     

Sinto falta do tempo em que as pessoas batiam palmas no portão.
As casas eram aplaudidas.
 


sábado, 11 de janeiro de 2014


"O vento da vida é inconstante, numa hora é brisa, em outra vendaval... 
Estou exatamente no olho do furacão... 
Mas quem tem o vento no sangue não tem medo de tempestade."
  
(Karla Dias)


"Ciganos, eles se movem como o sol e lua. São nômades. Ou, antes, são como as ondas, estão em toda a parte. Chegam e partem rápido. Parecem o vento. Num momento estão aqui, no outro, sumiram. Numa lufada, deixam traços indelevéis de sua passagem no eco de sua música, no relinchar de seus cavalos, no sorriso de suas mulheres. Não, não são como o vento, são os filhos do vento!"


 Adoro o vento... adoro ficar quietinha enquanto ouço ele uivando la fora, tudo pode estar fora do lugar, mas quando venta eu fico em paz... esta no meu sangue... o vento vive em mim...



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014



À luz da lua ela aparece
Vestida de rubra cor
Na boca o mel é o sabor
Sob as estrelas ela vem
Intrigando com seu mistério
Exalando perfume,vibração de amor
Feiticeira ,mulher,fada e menina
Encanta e fascina quem dela se aproxima
Em seus olhos ciganos guarda segredos
Jamais ditos,alguns insanos...
Profanos...
Profundos segredos...
Emoção ,alegria contagiante!
Ela tráz a beleza morena
Que inspira e enfeitiça
Na rosa vermelha prende suas madeixas
Macias e perfumadas de flores
No brilho esverdeado dos olhos
Mantém anônimo seu nome ,sua vida
Ao amanhecer volta a se esconder
Desaparece no brilho do sol
Volta junto com a lua
Na nova noite ,luar novo
Onde o tempo continua...
Ela volta vestida de ouro
Mais linda que antes
Cigana bela,da vida amante
Da noite esta cigana é a mais linda dama.
(Adriana Rodrigues)


Aquela Cigana...



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

“Há uma estrada que vai de Vegas para nenhum lugar, um lugar melhor do que onde você já esteve”.

 
É de arrepiar... belissima voz de Jevetta Steele...



A partir das primeiras cenas do filme “Bagdá Café”, do diretor alemão Percy Adlon, o apreciador percebe que se encontra diante de uma obra incomum. Cortes secos, câmera inclinada, filtros cromáticos e personagens caricaturais são algumas das escolhas estilísticas do diretor para a composição de um dos filmes mais aplaudidos pela crítica mundial.
( Crítica: Carina Rabelo )

É interessante o uso do deserto (o filme se passa numa estrada localizada no meio do deserto de Mojave, entre Las Vegas e a Disneylândia ) como configuraçao da purificação...
Bagdad Café, é um misto de lanchonete e hospedaria... o ambiente ,  local e personagens vao se transformando... levando as pessoas a meditarem sobre a vida em diversos angulos... expoe  a diversidade humana... o filme é uma verdadeira ode a amizade, cheio de metaforas... um pouco estranho talvez... mas gostei...



 "Uma Interseção num Deserto de Possibilidades"



quarta-feira, 8 de janeiro de 2014



 "Esquinas guardando passos, boca e espera.
Banco de praça iluminada, risadas, papo...
Sonhos pedindo pressa pro par de sapatos "boneca".
Praça com bancos vermelhos na grama.
Pés descalços e pernas pro ar...

Lá estava eu, olhando tudo viver com trilha sonora de Yann Tiersen."




terça-feira, 7 de janeiro de 2014



Eu não esqueço o quanto a história da "Cinderela" mexeu comigo, Cinderela me contou que eu não precisava ter a melhor família, o melhor vestido, a melhor moradia, eu só precisava ter fé, esperança em dias melhores. Então cresci um pouquinho mais e ganhei uma Barbie, uma mulher magra, bonita, cabelos longos e sorriso sempre aberto, mas depois de alguns meses de convivência, comecei a pensar "coitada, tão bela e sozinha com seus vestidos de meias furadas costuradas por mim" ela precisa de um Ken!
A indústria, a Disney, o mundo, criou uma mulher que cresce esperando pelo  homem perfeito, o amor perfeito, a vida perfeita. Aquele que vai te procurar por todos os becos e porões com seu sapatinho nas mãos, até te encontrar e te amar e te amar e te amar e serem felizes para sempre.
Se existiu uma mulher real nos contos de fadas, foi Rapunzel, que do alto da sua solidão doída, jogou seus cabelos-corda para finalmente viver. E o mais bonito em Rapunzel é que ela não foi salva pelo príncipe, foi salva pelos cabelos que por anos cresceram com sua solidão e suas dúvidas. Foi a própria força e crença e anos de cabelos e sentimentos crescendo que a salvou. O príncipe, foi só amor subindo pelos cabelos claros e chorosos dela, o príncipe era amor chegando, graças as tranças da vida dolorida. 
E no final das contas, quando as Barbies e Kens e Batmans e Homens Aranhas e Cinderelas já estão encaixotados, descobrimos entre primeiros beijos e transas e porres e traições, que não, os contos de fadas não funcionam na vida real, porque a vida é real, porque o amor é real. O meu amor, o seu amor, o amor da fulana são energias que se complementam e se salvam, se ajudam. Somos todos heróis e princesinhas abandonadas no alto de seus castelos da infância e somos todos amor, aquele verdadeiro, importante, dolorido e curandeiro também. Sem ele seria um porre acordar todos os dias e trabalhar e trânsito e contas e violência e encanadores e famílias e roupas estendidas no varal.
E isso a gente entende, mais cedo ou mais tarde que tudo, tudo é um caminho, até a descoberta do que nos move: você, eu, teu colega chato de trabalho, tua vizinha de almoços cheirosos, a Barbie, a Cinderela, a Rapunzel: o amor é a intuição pulsante, certeira da sua existência.




segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Confesso que, mais de uma vez, eu tentei. Sob o teto de um quarto imaginado,
em uma cama que não cheguei a me deitar, desnudo e cru,
o reflexo de dentro dos espelhos se deslocou.
Porque me flagraram ali, no camarim.
Presa dentro de um espelho
onde já não estou. 

(Lídia Martins)

 
Hoje eu rio da tragédia de ontem. A vida é um circo que se monta e se desmonta todos os dias, e os espetáculos nem sempre rendem bilheteria. Mas qual a graça, se não houver um palhaço? Qual a emoção, se não houver o perigo? Qual a sensação, se não houver um animal enjaulado? Qual a comemoração, se não houve aplauso? E sigo rindo do que devo e do que não devo… 
Porque hoje as cortinas se fecham, mas amanhã elas logo reabrem.

(Camila Costa)       


domingo, 5 de janeiro de 2014

Entao o ano virou e ca estamos nos outra vez... ainda bem né?

Tenho lido por ai tantas promessas, metas e desejos para este ano... acho que todos tem desejos que se parecem com os de todo mundo... e quase sempre sao os mesmos de todo principio de ano...
Mas na  verdade a passagem de um ano é apenas uma invençao humana para contagem da idade ou para marcar fatos e  acontecimentos (penso assim), apenas uma forma saudosista de dizer que no ano de 1900 e bla bla bla a pessoa era mais feliz... ou... quando tinha tal idade viajou para tal lugar... nao é nada mais do que isso... pq o querer, os desejos, tem que ser sentido a cada dia...  ja pensou a pessoa que espera para querer, para desejar coisas com toda força em  apenas um dia do ano?

Bom... eu nao tenho essas ideias de metas e promessas... mas... relacionado a mim quero ter sempre comigo a menina que um dia eu fui, quero recuperar essa menina (esse ano que passou ela andou ausente), quero deixar que ela brinque comigo, que ela divida com a mulher adulta boa parte de mim, nao quero nunca mais tranca-la em um lugar escondido e fingir que ela nao existe mais, achando que assim superaria as dificuldades que a vida me impos... ate consegui... mas sem a menina que sou, foi muito mais dificil e doído...

E para todas as outras pessoas de um modo geral, gostaria que reclamassem menos da vida e dos outros  e ajudassem mais (quando pudessem ou achassem necessario), mas que tivessem essa consciencia de que um ajudando o outro é bem mais facil viver e conviver... mas... contudo e todavia, quem nao quiser ajudar, entao que pelo menos nao atrapalhe, geralmente quem nao ajuda, gosta de atrapalhar...

Tbm desejaria que cada um cuidasse mais da sua vida e falasse menos da vida dos outros, esse negocio de preconceito por opçao sexual  ou de qualquer outro tipo, o bullying, rotular o individuo por raça, cor, cultura, status social,  nao é legal... cada um é o que é, cada um é o que pode ser... mas... para as pessoas que gostam de rotulos, que tem uma auto-estima tao boa que se acham melhores que os outros, eu proporia um acordo que acho justo... querem falar de Sicrano ou de Beltrano? Acham que eles nao sao boas pessoas por nao se adequarem ao que a sociedade julga ser o "certo"?... entao que paguem as contas deles uai... pq so  podemos dar palpites naquilo em que tbm damos nossa contribuiçao...
E inclusive no meu caso... quem quisesse falar de mim, eu  adoraria que pagasse minhas contas tbm, ainda mais agora no principio do ano com tantos impostos cobrados...

Acho que é isso... o inteligente mesmo é nao dar tanta importancia a uma simples troca de ano, mas tentar melhorar a si mesmo constantemente...
Pq como diz a musica...  "Todo dia nasce novo em cada amanhecer"...