sexta-feira, 21 de novembro de 2014



Sou cigana, sou livre como o vento, sou louca ventania!
Sou cigana, misto de mulher e feitiço.
De mansa pomba e tigresa ferida...
Sou cigana, bruxa, fada, feiticeira...
Uma fênix nesta terra enfurecida!
Não temo facada, nem fogueira...
Sempre estarei de pé, renascida!
Sou tarde de verão, sou o sol flamejante!...
Sou cigana, tenho brasa no peito, no olhar.
Sou a alma de um violino plangente a tocar...

(Mary Trujillo)



6 comentários:

  1. Resumindo: Sou mulher!
    Gostei. Obrigada pela partilha.

    Bom fim de semana.
    Beijinhos
    Mariazita

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  2. Gracias por compartir letras tan bonitas!
    Te deseo un hermoso fin de semana, besos!!

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  3. Muito belo! E é assim que vejo os ciganos, livres e destemidos. Bjs.

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  4. O povo cigano é amante da música, da alegria, das cores fortes e da magia. Li certa vez que a alma cigana perfuma o lugar por onde passa, e também que o povo cigano é guardião da Liberdade.
    Acredito que seja sim, resumidamente, tudo isto, porque o povo cigano é muito mais! Tenho uma grande admiração por este povo sofrido, mas que conserva a alma assim, livre, colorida, alegre! Este poema retrata bem o espírito da mulher cigana. Lindo!
    Amiga, já sanei o problema no blog. Grata pelo aviso!
    Que teu final de semana tenha sorrisos, estrelas, e muitas alegrias,
    Helena

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  5. São como as Marias que o Milton Nascimento bem ilustrou.
    Uma mulher que merece viver como outra qualquer do planeta.
    Toque o violino para a cigana mostrar toda sua magia e beleza.
    Lindo demais amiga.
    Beijo

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