sábado, 22 de novembro de 2014

   
Minha casa é meu corpo,
chão de areias movediças
e angústias sem asas.

Como ir embora das minhas próprias paredes
se não há porta que se feche ou que se abra? 

Como desfazer-me do que tenho 
se a única bagagem que carrego 
é a minha alma? 
 
 (Aíla Sampaio) 

 

8 comentários:

  1. «... a única bagagem que carrego é a minha alma» - também não quero me desfazer da minha. Se chegar a isso, só restará o fim.

    bj amg

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  2. Uma excelente escolha poética.
    Tem um bom fim de semana, querida amiga Frida.
    Beijo.

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  3. Um belo indriso! Parabéns e bom fim de semana. Bjs

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  4. [ a minha vida é
    um punhado de começos
    suspensos]


    beij0

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  5. Excelente poema, minha amiga ,

    Abraço apertado, querida e bom serão :)

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  6. Poema forte e de uma beleza poética fantástica.
    Quando minhas as asas não são minhas armas diante destas coisas do coração.
    Beijo
    Suas ilustrações são de muito bom gosto.

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  7. Linda e profunda poesia...
    Acho que não podemos ir embora desta casa. É preciso reformá-la.

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