segunda-feira, 14 de abril de 2014





Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quem sabe maldigo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.
A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,
eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.
- Leminski, Invernáculo 

5 comentários:

  1. Gosto muito. Agradeço sua visita e seu espaço é um encanto!!!
    Abraços

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  2. Fantásticas escolha, amiga, a imagem e o texto. E como se complementam! Obrigado, boa semana.

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  3. Que bela garimpagem amiga, e que imagem fantástica.
    Voce tem um belo gosto de leitura e ilustrações.
    Bom sempre lhe ver.
    Beijo.

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  4. Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens
    é um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
    Eu também tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita.
    Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido
    também o seu blog. Deixo os meus cumprimentos e saudações.
    Sou António Batalha.

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