quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Eu imagino que a morte deveria ser diferente... não deveria ser dor...
Deveríamos saber a hora certa de partir, igual um filme que assisti que esqueci o nome, no filme as pessoas traziam no pulso as horas que lhe restavam de vida, entao elas sabiam o tempo que tinham para se despedir de quem queriam, deveria ser assim, nos despediríamos com tempo e depois caminharíamos para uma porta, olharíamos para trás pela ultima vez, acenaríamos... e atravessaríamos a porta... sem dor...  sem sofrimentos...
Sempre imagino que poderia ser assim...
Mas... eu imagino tantas coisas... coisas que nunca vao ser como imagino...
Morte e vida... o que somos... o que buscamos... fraqueza e força... tem pessoas que conseguem responder com tanta certeza sobre essas questões, sobre a vida deles e das dos outros... são tão seguros, doutores no assunto... eu os admiro, enquanto me sinto tão perdida...
Gostaria de viver no mundo em que imagino, onde tudo é tão simples, facil de resolver, ate a morte que é talvez o maior medo do ser humano é simples... no meu mundo todas as coisas tem a suavidade de um classico de ballet... assim como os bailarinos deslizam pelo palco... tao leves... tao perfeitos...
Meu mundo imaginario é uma eterna comedia anos 50, as pessoas sao lindas, elegantes e felizes... poucos minutos antes do "The End"...tudo se resolve e o "felizes para sempre" sobrevive ao final...
Pena que para viver isso eu precisaria enlouquecer... dizem que so os loucos sao felizes pois vivem em um mundo proprio...alheios ao resto dos mortais...
Então enquanto não tenho  o direito de enlouquecer...  me perco na realidade tão brutal...

E ela morreu hj as 4:30 da madrugada... gostaria de ter dado um adeus... o ultimo adeus... nao pude... o estranho é que acordei as 5:00 de um pesadelo horrivel com dentes e escuridao... acho que ela tentou me avisar, de alguma forma... temos a mesma idade... tinhamos... crescemos juntas... e é tao estranho isso... é tao estranho chegar na casa dela e ela nao esta mais la...

Agora estou aqui esperando e escrevendo algo que ela nunca vai ler... mas gostaria de ter dito a ela... que estou muito triste e que queria ter me despedido...


3 comentários:

  1. Ainda hoje li num blogue (Daniela, Infinity) que a morte é qualquer coisa que "as pessoas não a conseguem gritar, segredam-na entre lágrimas". Ou com dentes e escuridão...e o mar voltou a ser como antes, uma imensidão de calma.

    Não gostaria de saber a hora ou data da minha morte...morria antes :))). Infelizmente quando alguém que morre muito chegado a nós, e nos apanha desprevenidos, temos sempre aquele vazio de palavras que não foram ditas nem nunca o serão :((

    Beijinho Frida

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  2. Por tudo isto que alimento a máxima de deixar as pessoas que amamos,com uma palavra doce, pois esta incerteza que nos incomoda da hora da partida. Por isso aposto neste intervalo em fazer o melhor e que possa criar emoções a tido instante. O amanha fica distante de nosso poder.
    Numa canção Raul Seixas questiona como seria o dia da sua morte, ele alucinava que poderia ser de um escorregão idiota num dia de sol com sua cabeça contra um meio fio. Viver é mesmo louco, então não fazer da morte um fantasma e sim viver.
    Um abração de vida Frida.
    Beijo de paz e luz amiga.

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  3. Será que alguém consegue dizer adeus com tranquilidade? Será possível se libertar quando ainda existe vida? Não somos preparados para a morte e ela sempre nos deixará um gosto amargo quando perdemos alguém. Bjs.

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