segunda-feira, 1 de outubro de 2012


"É possível que a morte em si não seja uma necessidade biológica. Talvez morramos porque desejamos morrer. Assim como amor e ódio por uma pessoa habitam em nosso peito ao mesmo tempo, assim também toda a vida conjuga o desejo de manter-se e o desejo da própria destruição. Do mesmo modo como um pequeno elástico esticado tende a assumir a forma original, assim também toda a matéria viva, consciente ou inconscientemente, busca readquirir a completa, a absoluta inércia da existência inorgânica. O impulso de vida e os impulsos de morte habitam lado a lado dentro de nós. A morte é a companheira do Amor. Juntos eles regem o mundo".
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(Sigmund Freud)


4 comentários:

  1. De folhas de Outono se coroa uma tonta
    Lancei pedras sobre as ondas furiosas
    Teimosamente arde neste peito uma raiva
    E vi muito lixo num covil de raposas

    As coisas que um poeta vê
    As coisas que que invadem uma alma demente
    Num silencio contaminador, estonteante
    Ouvi palavras de amargo presente

    Cheguei finalmente a uma certa praia
    Fiquei encoberto por uma mancha de gaivotas
    Na impressionante fachada da minha alma
    Fecham-se com estrondo todas as portas


    Doce beijo

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  2. Oi Frida, querida!

    Há pessoas que têm o mesmo comentário, que afinal não é comentário, pra todo o mundo que visitam.
    Incrível! Eu já li esse, sempre o mesmo, umas vinte vezes, no mínimo, por aí.
    O que te estou dizendo, escrevendo aqui, já disse ao próprio, no blog dele.

    EU SOU LIBERDADE E FRONTALIDADE CONSCIENTE E NÃO OFENSIVA.

    Quanto ao texto de Sigmund Freud, tem muito que se lhe diga. Para além de muito inteligente, fumava e snifava uns "elixires", que o deixavam ver as realidades, com muita nitidez, embora nos pareçam, por vezes, detrurpadas.
    Amor e morte, eterna dicotomia, que se conjugam, infelizmente.
    Quando amamos ou perdemos um grande amor, "morremos" para a vida e quando partimos desse mundo, deixamos marcas, mas tudo se processa, naturalmente e com regras. Após a vida, vem a morte. O elástico quando esticado, voltará ao seu primitivo estado, forma.
    Espero bem, cmo Católica, que após a morte, haja, como está prometida a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amén.

    Te desejo um dia esperançoso e feliz.

    Beijos da Luz.

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  3. eu volto...........mas só para te dizer..parabéns pelo comments..contextualizou bem..."Este medo que se aninha no meu peito,
    A cada vez que me encanto
    Com a passageira ilusão
    Até chegar o revés." Obrigado! Bye

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  4. Há que se repensar em cada afirmativa.
    Às vezes o que vemos é esta especie de procura cega por ela,
    outras uma luta desenfreada pela manutenção desta, o que nos
    mostra a complexidade do ser.
    Colocamos no colo dele as incompreenções para as ações que nos
    pareçam estranhas e ou absurdas.
    Um texto fundo e profundo para esta fatalidade.
    Otima escolha amiga.
    Abraços.
    Bjo.

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