quinta-feira, 6 de setembro de 2012

 
 
 
Olho para trás e vejo aquela menina que queria entender tudo,
com medo de que não coubesse tamanha quantidade 
de informação dentro de si. 
coube e ainda cabe.
E quanto mais entra, mais sobra espaço para a dúvida. 
compreendo hoje que nunca entenderei a morte, os sonhos, 
a sensação de dejá-vu e as premonições. 
Nunca entenderei por que temos empatia com uma pessoa
e nenhuma com outra.
Não entendo como o mar não cansa, nem o sol. 
Não compreendo a maldade, 
ainda que a bondade excessiva também me bote medo.


(Martha Medeiros, do livro "Non-Stop" -  Crônica do Incompreensível)

2 comentários:

  1. oi querida Frida,

    Aqui temos um texto de Martha Medeiros, que fala de sensações quase opostas.
    Passamos nossa vida, tentando entender os porquês das coisas, mas morremos sem ter uma resposta.
    Tudo o que é de extremos, não beneficia a Humanidade.
    Dúvidas, sempre as teremos.

    Boa semana.
    Beijos da Luz.

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  2. postei esse ultimo trecho ontem no facebook, muito bom

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