segunda-feira, 13 de agosto de 2012



Ficamos quites, o tempo e eu. Eu frente a frente com seu estranho espelho, com que me reflete e transforma. O tempo, às vezes, também me sorri. Galante, sussurra-me que eu confie. Faz juras de sempre e nunca, pactos de agora em diante, medidas de não passar. Diz que quer envelhecer comigo. Diz mais bonito: que quer envelhecer em mim. Caio de novo na sua lábia. Aceito o tempo. Pede, masculino, que eu cuide bem do que faço dele. E promete, provedor, que se encarregará de tudo quanto fará de mim.
(Roberta Mendes)

Um comentário:

  1. Escolhas bem criteriosas com textos que carregam profundos sentimentos onde o amor é a sintonia,que se busca.
    Lindo gosto amiga.
    Gosto de suas ilustrações.
    Abraços.
    Beijo.

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