segunda-feira, 27 de agosto de 2012




Ela queria ir a lua. Trancaram-na num hospício. Fecharam as janelas. Disseram que era longe demais. Furada demais. Inconstante demais. Disseram para deixar de ser lunática, problemática, democrática.  Mandaram colocar os pés no chão. Mas ela não aguentava mais. Não suportava mais a gravidade. A disparidade. A humanidade. Precisava ir a lua. Não sentir o peso do mundo nas costas. Não ver mais o tempo passar. Encontrar S. Jorge (....) e o Dragão.

3 comentários:

  1. Olá!Boa noite!
    ... essas viagens impedem que a vida chegue até ela...e dificilmente alguém conseguirá transpor tais barreiras para a resgatar do foco de amarguras, dores e agonias,se assim ela não desejar Mesmo que tenha a intenção...
    Obrigado pelo comentário inteligente e pertinente na postagem Final do Conto!
    Boa semana!
    Beijos

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  2. O maior mal são os que se instulam lucidos demais e castram sonhos,de quem apenas abriu os olhos para as loucuras da humanidade.
    Meu terno abraço amiga.
    Bjo.

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  3. E os lúcidos somos nós:)!
    Parabéns pelo texto. Por razões especiais tocou-me!
    Bjo

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