domingo, 24 de junho de 2012

Meu pequeno finalmente conheceu o campo... passar o final de semana na fazenda longe de tudo e da civilizaçao recarrega qualquer energia... esperei ele crescer um pouquinho mais para leva-lo , pq a fazenda é isolada, sem recursos, mas, ele se comportou muito bem, fiquei orgulhosa... e  feliz dele estar começando a conhecer suas raizes... foi quase como um ritual ... mostrar tudo para ele... ele é muito pequenino mas observava atentamente o barulho de cada coisa... foi engraçado ele se assustar com o mugido do boi... ficar nervoso de molhar as maozinhas na agua do corrego, ele resistiu bravamente aos mosquitinhos chatos...o dia passou tranquilo, sem tanto frio, mas a tarde começou o tempo a mudar, noite de Sao Joao...
O melhor foi esperar chegar a noite para embrulho-lo no cobertorzinho e ir deitar na rede como gosto de fazer, olhando o ceu... eu fiquei maravilhada de ve-lo tentar acompanhar com a cabecinha os barulhos da noite na roça... depois ve-lo ficar um tempao entretido com o mosquiteiro da cama, tentando entender o que era aquilo, enquanto eu lhe contava historias da minha vida ali, e de como minha Vó  tbm me contava historias naquela mesma cama para eu dormir como eu estava fazendo com ele...
Tudo era novidade para o pequeno mundo dele... enquanto ele dormia ao meu lado, fiquei imaginando ele um homenzinho correndo solto por ali... se pudessemos acho que todos os pais iam querer isso para seus filhos, cria-los longe de tudo...com liberdade e segurança... mesmo que tenha que produzir tudo para uso proprio... talvez so quem tenha sido criado com essa cultura entenda o valor desse isolamento... de viver sem um telefone... sem tv... de produzir seu  pao e bolo...produzir o que se come.. mesmo nao tendo o conforto da cidade nao trocar isso por nada...
O dia amanheceu lindo... com sol... ele ficou na grama, o cheiro do campo pela manha é delicioso...
Vindo embora a tarde... vendo a porteira se fechar atras do carro... achando que um final de semana é tao pouco... que é muito ruim ter que voltar para a cidade... mas meu pequeno vai ser um homem do campo...

Um comentário:

  1. Isto mesmo amiga, quem viveu sabe a delicia do que voce relata e sente. Ainda guardo comigo estas delicias de vida do interior lá do mato, quando nasci nas Minas tão Gerais.Ainda ouço o barulho da agua limpa correndo pelo rego até a porta da cozinha, o canto dos passaros, o som do vento a balançar as bananeiras e folhas do coqueiro imenso no terreiro.Eu morro de saudade de tudo isto.Que bom que o pequeno já tenha tido este contato e que outros possam vir nesta interação. Realmente há uma renergização,para enfrentar a selva de pedra. Lembro do medo do meu filho quando viu um monte da galinha ao meu redor na hora de alimenta-las pela manhã, numa de minhas voltas ao lugar que nasci.
    Belo relato com saudosismo.
    Carinhoso abraço pra voce e o pequeno.
    Beijo.

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